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ESGOTADAS


 

Descendente direta das Paralelas boxlock de LeFever, a espingarda brasileira Rossi BONANZA serviu de base para a viabilização do projeto. Trata-se de uma espingarda Paralela Mocha com cano de 28”, em calibre 12, finalizada como se deve.
 
Dela foram criadas duas versões – série prata (120VOCr) & série ouro (120VOAu). Idealizadas pela CWB design & restaurações, foram realizadas com apoio dos parceiros Ao Gaúcho e Movimento Viva Brasil.

Em ambas as versões, esmero e capricho de Carlos Antonio Gonçalves de Souza – Mestre Armeiro - foram exatamente os mesmos.

De acordo com o projeto, foram revisados os mecanismos e retiradas as imperfeições de superfície dos componentes, favorecendo pleno e macio entrosamento mecânico. Foram suavizadas as molas, exatificados os gatilhos e ajustados os trancamentos de culatra. Também foram substituídos os mirinos originais por outros de maior diâmetro, de modo a facilitar a visada de Tiro.

Foram adoçadas arestas das madeiras de coronhas e avants. Substituídas as soleiras plásticas por soleiras em borracha macia, com perfil treliçado, em cor castanha, para a série prata, e negra, para a série ouro. Caracterizando-as comemorativas, um escudeto de latão foi cuidadosamente insertado na face maior dos avants. Usinado em latão maciço, em formato circular, cada escudeto tem função de tornar possível a personalização da Arma, comportando a gravação de nomes, monogramas, datas especiais, dedicatórias etc. - conforme gosto e desejo do futuro proprietário.
 
Como “pinceladas finais”, gatilhos e os pinos de desmontagem dos avants foram retrabalhados, apresentando-se polidos e cromados, ou polidos e banhados a ouro, conforme a versão. Componentes menores e detalhes de básculas foram lindamente finalizados em cementação apavonada. As bases planas das câmaras foram polidas e escamadas e as bocas de câmaras e canos, suavemente polidas – ao estilo belga. 

Tudo isso sem descaracterizar os produtos, que mantiveram numeração, dimensões, cor e calibre absolutamente originais, em respeito às normas vigentes.

Tudo para que se transformassem em peças desde logo colecionáveis, melhoradas sobremaneira em relação às originais de fábrica, que mantivessem as características que as definem como Armas de Fogo e que, principalmente, da maneira mais elegante possível, comemorassem  120  ANOS  DO  FIM  DO  VELHO  OESTE.
 
 

 

 
 
 
 

 
 
Tipo: Espingarda
Ação: Repetição (sistema boxlock), com extração manual de cartuchos.
Calibre: 12 (câmaras de 3”)
Canos: 28”(vinte e oito polegadas)
Capacidade: 2 (dois)
Acabamento: oxidação negra industrial

Detalhes: Gatilhos e pino de desmontagem do avant em aço ao carbono polido, niquelado e cromado. Componentes menores e detalhes acabados em cementação apavonada (o “famoso” color case hardened) – dentre outros detalhes descritos.

Procedência: Brasil

Marca: Rossi - Amadeo Rossi S.A. Metalúrgica e Munições

 

 
 
Tipo: Espingarda
Ação: Repetição (sistema boxlock), com extração manual de cartuchos.
Calibre: 12 (câmaras de 3”)
Cano: 28”(vinte e oito polegadas)
Capacidade: 2 (dois)
Acabamento: oxidação negra industrial

Detalhes: Gatilhos e pino de desmontagem do avant em aço ao carbono polido, niquelado e banhado a ouro. Componentes menores e detalhes acabados em cementação apavonada (o “famoso” color case hardened) - dentre outros detalhes descritos.

Procedência: Brasil

Marca: Rossi - Amadeo Rossi S.A. Metalúrgica e Munições
 
 
Valor- R$ 2.999,oo -
ESGOTADAS
 
Inclui:
- Espingarda
- Capa especial
- Folder temático
- Um par de cartuchos de manejo em nylon
- Bandoleira artesanal em couro
- Caixa especial de embalagem e armazenamento
 
Não inclui despesas com a documentação necessária
 
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Vendas e maiores informações exclusivamente na Loja Ao Gaúcho:
 
Central de Atendimento (11) 3222-4122 atendimento@aogaucho.com.br
Av. Dr. Vieira de Carvalho 144 - Centro - São Paulo - SP
 
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"A aquisição de uma arma depende de registro concedido por autoridade competente. Sua utilização exige treinamento e equilíbrio emocional. Guarde sua arma em local seguro e fora do alcance das crianças."

 
 
 
- O Velho Oeste -

Velho Oeste é termo que denomina a relação entre um determinado período histórico e a grande porção territorial dos EUA a oeste do rio Mississippi. Uma expressão que abrange história, geografia, política, personagens, sabedoria popular e manifestações culturais.

 
Frequentemente, fala-se VelhoOeste apenas ao fazer referência aos últimos trinta e cinco anos do século XIX, contados desde o fim da Guerra Civil Americana (ou Guerra da Secessão - 1861 a 1865). No entanto, mais adequado tratar quase todo o século XIX ao fazer uso do termo e, de maneira ainda mais precisa, ter em mente os oitenta e seis anos passados entre 1804 e 1890 – respectiva e tecnicamente, início e fim do VelhoOeste.

 

Desde a época do assentamento europeu na América do Norte, os Montes Appalaches compunham a fronteira oeste inicial e impedimento geográfico para a expansão. Enquanto a costa leste estava sendo domada, pouca especulação e interesse eram dados à área além desses montes.

 

Depois da Guerra da Independência (1775 a 1783), vem o ímpeto para a expansão. Veteranos voltando para as áreas vistas durante a guerra, famintos colonizadores, viajam para as novas terras disponíveis em Nova York e para além dos Appalaches. A migração em massa começa e a fronteira oeste dos EUA move-se para mais adiante, até o limite geográfico seguinte - o rio Mississippi.

 

Até começo do século XIX, a fronteira americana mantém-se demarcada pelo referido rio, que corta os EUA de norte a sul, desde oeste dos Grandes Lagos até o delta de Nova Orleans. O Oeste era então considerado um território selvagem e inóspito, com pouca possibilidade de tornar-se um lar e, para tal ponto de vista, pouco influía o fato de que povos nativos já estivéssem por lá, enraizados por séculos e séculos.

 

Conflitos e disputas entre poderes europeus, pelo o vasto território americano e suas enormes riquezas, dão rumo à nova nação dos EUA, que começa a mostrar as presas e a exercitar poder, tanto no trato de questões domésticas quanto em questões externas.

 

Os ingleses já tinham se retirado do leste depois da guerra, mas permaneciam no Canadá, ameaçando avançar para o noroeste dos EUA. Os franceses deixaram o vale de Ohio, mas ainda possuíam o Território de Louisiana, de oeste do rio Mississippi às Rochosas, incluindo o estratégico porto de Nova Orleans. A chamada Nova Espanha incluía a Flórida e os territórios do Texas e California, ao longo da faixa sul e para cima, até onde mais tarde estariam Utah e Colorado. E tudo isso incomodava.

 

- 1804 - início de doma - Lewis & Clark -
 

Com o traço de uma caneta, Thomas Jefferson, terceiro presidente dos EUA, duplica o tamanho do país. Compra da França, em 1803, o então chamado Território da Louisiana, composto por terras adquiridas da Espanha três anos antes, correspondente aos atuais Montana, Dakotas - do Sul e do Norte -, Minnesota, maior parte do Wyoming, Nebraska, Iowa, parte do Colorado, Kansas, Missouri, maior parte de Oklahoma, Arkansas e Luisiana.

 

Thomas Jefferson imediatamente ordena exploração e documentação cartográfica desse vasto território. Incumbe Lewis e Clarkde liderar uma expedição para tal, a ser iniciada em 1804. O objetivo, explorar o rio Missouri e seus principais afluentes, ao longo de todos os respectivos cursos, Columbia, Oregon, Colorado, qualquer outro rio que pudesse oferecer a mais direta e praticável via comercial através do continente e uma possível comunicação com o oceano Pacífico. T. Jefferson também instrui a expedição a estudar tribos nativas da região, clima, solo, mercado, vida animal e vegetal. Mas o crucial era encontrar rota eficiente para o escoamento de produtos e recursos naturais dos EUA, com destino aos mercados asiáticos.

 

Tem início o período do VelhoOeste. A fronteira americana expande-se, gradualmente, rumo à “desconhecida e imensa área além da fronteira”.

 

Aquisições de territórios e anexações marcam a conquista do VelhoOeste. Em ordem cronológica, também tendo por base nomes da atualidade, foram alvos e etapas dessa expansão o (A) Território da Luisiana; (B) a Flórida; (C) o Texas, parte do Novo México & parte do Colorado; (D) parte do Wyoming, Idaho, Oregon & Washington; (E) o que remanescia do Colorado e do Novo México, Utah, Arizona, Nevada & Califórnia. Os respectivos marcos foram os anos de 1803 (A); 1819 (B); 1845 (C); 1846 (D); 1848 & 1853 (E).

 

Através de compromissos políticos; tratados e acordos com nações estrangeiras e população nativa; conquistas militares; estabelecimento de lei e ordem; inovações tecnológicas; e através das grandes imigrações de estrangeiros, os EUA se expandem, de costa a costa, sempre abastecidos pela convicção na divina predestinação, supostamente dada por Deus da Cristandade – chamada Manifest Destiny -, que abona e justifica inclusive a apropriação de territórios, a matança e o deslocamento dos nativos, posto que tudo integra um plano maior.

 

O governo federal expande fortemente seu poder, enquanto a nação cresce e, de sociedade agrária, torna-se nação industrializada; dá segurança e administra o VelhoOeste, promovendo inicialmente assentamentos e exploração da terra e, já ao final do século XIX, tornando-se ocupante e administrador das terras abertas remanescentes. 

 

- 1890 – 11º. censo - fim do Velho Oeste -
 

Concluindo o 11º. Recensiamento dos EUA (11th. U. S. Census) – ano de 1890 -, o superintendente de pesquisa anuncia não mais haver uma linha clara de avanço de colonização e afirma não mais haver fronteiras continentais para os EUA. O Oeste está conquistado. A divina predestinação alcançada, cumprida em menos de um século após a quebra da fronteira do rio Mississippi.

Nessa fase, a população do oeste alcança a média de duas pessoas por milha quadrada, o que é bastante para considerá-lo tecnicamente ocupado. Cidades e povoados começam a crescer ao redor de centros industriais, estações de trem e áreas de fazendas. Em oposição a interesses de mineradoras e madeireiras, o governo federal torna-se ocupante e administrador das terras abertas remanescentes, em intervenções que buscam preservação, gerenciamento das referidas terras e recursos naturais, exercendo consequentemente maior controle sobre questões e interesses da população do oeste.
 
 
 
 
  
- Espingardas Paralelas e o Velho Oeste -

Ao longo de todo o Velho Oeste, espingardas Paralelas (ou de dois canos paralelos) estão muito presentes. Chegaram a desempenhar as funções de instrumento militar. Particularmente empregadas por unidades de cavalaria, foram usadas em ambos os lados da Guerra Civil (ou Secessão) e extensamente utilizadas nas Guerras Índias (Indian Wars) - ambos eventos da segunda metade do século XIX.

Unidades montadas preferiam as Paralelas para seus alvos móveis, não só pela maior efetividade, mas, sem dúvida, pelo devastador poder que demonstravam quando em Tiros a curta distância.

As Paralelas eram também preferidas por milícias e grupos similares, e foram usadas na defesa do Álamo, durante a guerra da independência do Texas, travada contra o México.

Exceção feita àquelas destinadas às unidades de cavalaria, as Paralelas passaram a assistir seu decrescente emprego militar ao último quinto do século XIX. Como Armas de defesa, no entanto, mantiveram-se populares, para ambos os lados da lei, e se tornaram um dentre alguns fortes símbolos do Velho Oeste.

No cinema, não existe um assistente de condução de diligência que não esteja armado com uma Paralela de canos curtos. Algo tão comum que se tornou um clichê – “the riding shotgun”. Além disso, na tela, todo saloon que se preza tem uma espingarda dessas embaixo do balcão. Algo que sugere então que as Paralelas da época fossem predominantemente curtas, ou Armas de combate compactas, visando favorecer manuseio e manobras.

Na vida real, de fato, algumas foram mesmo concebidas assim. Outras foram simples e/ou toscamente encurtadas, já fora da fábrica, e voltadas justamente à condição de Armas de combate. Mas essas “curtinhas” não prestaram grande serviço à história não. E, ainda que seja fácil achar Piroarmatista que goste delas, é de longe muito mais frequente e comum, em solo americano, encontrar Paralelas originais do Velho Oeste com canos longos - com 28, 30 e até mesmo 32” de comprimento.

Muito mais frequente achá-las em comprimentos longos porque espingardas Paralelas eram essencialmente Armas de Caça no Velho Oeste, e os caçadores de aves já sabiam o que os bisnetos sabem hoje – cano longo faz com que melhores Tiros sejam possíveis. Tiros mais bem agrupados e de maior alcance, que trazem mais carne para a mesa. Tão simples quanto isso.

Embora não tenham a mesma atenção que é dada pelos historiadores aos revólveres e carabinas do Velho Oeste, as Paralelas foram ferramentas de base, essenciais para a vida às margens do rio Missouri.

Até final dos anos 1860, a maioria delas era de percussão, ou antecarga, tais como as utilizadas durante toda a Guerra Civil. Ao longo dos anos 1870, trazidas do Leste, tornam-se “coqueluche” as Paralelas de retrocarga. Espingardas mais marcantes e expressivas, histórica e cinematograficamente, e bastante mais rápidas e seguras, vindas numa sortida gama de marcas. Marcas divididas entre dois tipos - “fábrica” e “nome comercial”. Winchester, W.H. Baker & Co., L.C.Smith, Hunter Arms, Charles Parker Co. / Parker Bros., Smith & Wesson, LeFever Arms Co.,  Remington, Ithaca eColt são alguns dos exemplos famosos.

A Winchester torna concreto o exemplo para “nome comercial”. Para a espingarda Modelo 1879, primeira Paralela da marca, a empresa não atua como fabricante, mas como negociante. Dotada de cães externos, tal Arma era produzida, com alta qualidade, por algumas das muitas fábricas do pólo armeiro de Birmingham, Inglaterra, mas recebia a marca Winchester. Tal tipo de espingarda os EUA chamam de trade-name-shotgun - algo como “espingarda de nome comercial”. 

Já a Colt teve Paralelas de fabricação própria. Portanto, é exemplo para primeiro tipo de marca – “fábrica”. Embora os canos fossem comprados do pólo armeiro de Liège, Bélgica, todo o processo construtivo de seus Modelos 1878 e1883 era conduzido em Hartford, EUA, desde a justaposição e soldadura dos canos, até aperto do último parafuso. 

Não há que se comparar a quantidade de tempo despendido para a produção de uma Paralela com aquela destinada à produção de uma Arma longa de repetição. Isso se deve à grande quantidade de trabalho artesanal envolvido para o primeiro tipo. O preço da Paralela, de maneira geral, sempre foi bastante alto, consequentemente. Para se ter uma vaga idéia, na década de 1880, enquanto uma carabina de repetição de qualidade custava cerca de US$ 20,oo,  uma Paralela – fosse “fábrica”, fosse “nome comercial” – oscilava entre US$ 50,oo e US$ 85,oo, em versões standard.
 
 
 - Depois da doma, a Bonanza -

 Desde o sistema aprimorado de pederneiras de Joseph Manton, passando pela percussão por espoleta isolada e pelo sistema percussão a pino de Lefaucheux, com o passar dos anos, esteticamente falando, a Paralela muda muito pouco até os dias de hoje. Muda ainda menos a partir desenvolvimento do sistema de LeFever, entre os anos 1878 e 1883, chamado boxlock - algo como “caixa de culatra trancada”.

 

Daniel Myron LeFever é o inventor que detem historicamente os créditos pela criação e desenvolvimento da espingarda Paralela sem cães externos. No Brasil, nós a chamaríamos de Mocha e, nos EUA, de Hammerless.

 

Trabalhando para Barber & LeFever, em Syracuse, NovaYork, LeFever lança a primeira Mocha ao mercado dos EUA em 1878. Tal espingarda era engatilhada através do acionamento de alavancas externas, situadas às faces da culatra.

 

Depois de fundar companhia própria, LeFever patenteia a primeira Paralela Mocha, realmente automática, no ano 1883. Essa espingarda engatilha-se automaticamente com abertura e fechamento da culatra. LeFever desenvolve mais tarde um mecanismo, também automático, para a ejeção de cartuchos deflagrados, acionado com a abertura da Arma.

 

Sua empresa -  . - foi responsável por colocar em mercado algumas das melhores Paralelas Mochas dos EUA, até o ano de 1916, quando é adquirida pela Ithaca Gun Co..

 

Os últimos estertores do Velho Oeste e a última década, ou década e meia, dos anos 1800 assistiram ao crescimento vertiginoso da popularidade das Armas de Caça esportiva. O território estava definido e praticamente domado; a urbanização expandida; as terras para cultivo e pastagem estavam abertas. Com Tiros de limitado alcance, espingardas em geral, mas particularmente as elegantes Paralelas Mochas, eram Armas usadas mesmo em áreas semipovoadas, tanto para a Caça de aves, como para as incipientes e diversas práticas do Tiro esportivo. As Armas de fogo deixam de ser exclusivamente ferramentas de sobrevivência e passam a integrar esporte e lazer. 

Bonanza pode ser traduzida do inglês como “fonte de riqueza” e, do espanhol, como “prosperidade”.
 
 
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